Ir para o conteúdo
Ir para o artigo

Cavalinha

Equisetum arvense

Pouco preocupante

Apesar da aparência de planta de caules articulados, a Equisetum arvense é uma samambaia. Ela pertence à família Equisetaceae, a das cavalinhas, e tem ampla ocorrência nas regiões árticas e temperadas do Hemisfério Norte.

A espécie apresenta duas formas de crescimento: um caule fértil, que carrega os esporos, e um caule estéril, verde, que faz a fotossíntese. Ambos saem do mesmo rizoma, que se ramifica sob o solo.

A Equisetum arvense é classificada como pouco preocupante pela IUCN. Vale conhecê-la porque ela é facilmente confundida com a Hippuris vulgaris, outra planta de aspecto semelhante.

Identificação e Aparência

O traço mais útil para reconhecê-la é a presença de dois tipos de caule que surgem ao mesmo tempo, em épocas diferentes do ano. Os caules férteis aparecem primeiro, em abril, e têm cor creme, aspecto suculento e 10 a 25 cm de altura. Eles têm de 4 a 8 verticilos de escamas marrons e terminam em um cone marrom de 10 a 40 mm de comprimento e 4 a 9 mm de largura.

Os caules estéreis são verdes e podem ser eretos ou prostrados. Medem de 10 a 90 cm de altura e de 3 a 5 mm de diâmetro. Seus segmentos têm de 2 a 5 cm, com verticilos de ramos laterais nas juntas, e alguns caules chegam a ter 20 segmentos. Os ramos são maciços, simples, ascendentes ou espalhados.

Depois de soltar os esporos, o caule fértil logo murcha e morre. Os caules verdes permanecem durante todo o verão, até as primeiras geadas do outono.

A espécie às vezes é confundida com a Hippuris vulgaris, planta que também tem aparência de caules finos e ramificados.

Distribuição e Habitat

A Equisetum arvense ocorre em áreas do Hemisfério Norte que vão até 83° de latitude norte na América do Norte e até 71° de latitude norte na Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. Ao sul, chega ao Texas, à Índia e ao Irã. No Hemisfério Sul é menos comum, mas ocorre na Argentina, no Brasil, no Chile, em Madagascar, na Indonésia e na Austrália.

Ela vive em bosques úmidos e abertos, pastagens, lavouras, beiras de estradas, áreas perturbadas e margens de rios e lagos. Prefere solos argilosos ou siltosos, de neutros a levemente básicos, sobretudo onde o lençol freático está alto, mas pode ocorrer em solos levemente ácidos.

A espécie tolera uma grande variação de condições. Suporta temperaturas abaixo de 5 °C e acima de 20 °C e ocorre em regiões com chuva anual entre 100 mm e 2.000 mm. Também aparece do nível do mar até as comunidades alpinas, em charnecas, prados úmidos e encostas rochosas.

Nas observações, a espécie aparece com mais frequência entre junho e julho.

Mapa dos registros de ocorrência de Equisetum arvense
Onde foi registrado · GBIF
169.527
jan.fev.mar.abr.mai.jun.jul.ago.set.out.nov.dez.
Contagens mensais de ocorrências · GBIF

Usos e Relação com as Pessoas

A planta é tóxica para o gado, sobretudo para cavalos. Ela também é difícil de controlar, porque seus rizomas subterrâneos podem alcançar 1,8 m de profundidade. Queimar, roçar ou cortar não resolve, já que novos caules brotam dos rizomas. Alguns herbicidas removem a parte aérea, mas ela volta a crescer rapidamente, ainda que com menos densidade.

A planta é rica em sílica, além de potássio, cálcio, manganês, magnésio e fósforo. Na tradição austríaca, ela foi usada por via interna e externa em problemas de pele, rins e vias urinárias, reumatismo e gota. Na medicina tradicional finlandesa, foi valorizada por seu teor de ácido silícico e usada em pele e feridas de difícil cicatrização. Estudos recentes mostram apenas evidências limitadas de efeitos anti-inflamatórios, diuréticos, antimicrobianos e antioxidantes.

Na agricultura, um extrato aquoso da espécie foi aprovado como fungicida na União Europeia e no Reino Unido, para controlar doenças de pepino, macieiras, videiras, tomateiros, morangueiros e batateiras. Também é usada na agricultura biodinâmica. Antigamente, a planta servia para polir estanho e madeira, e músicos de viela a usavam para limpar as rodas do instrumento.

Curiosidades

  1. Gregos antigos, como Dioscórides, já registravam os efeitos diuréticos e cicatrizantes da planta por volta do século I da era cristã.
  2. Na medicina antiga da Índia, a planta era conhecida por um nome que significa algo como combatente do inchaço.
  3. A espécie foi introduzida na Nova Zelândia nos anos 1920 e, em 1949, foi identificada como invasora pela botânica Ella Orr Campbell.
Pouco preocupante

Fotos

Fotografias de via iNaturalist, licensed under CC0 1.0., by Stephen Hodges via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Sabarni Sarker via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Kalvin Chan via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Jose Gutierrez Higa via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Andrew Sebastian via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0. e by guywallbanks via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., com os créditos em cada foto.

Ecologia e classificação

Hábito de crescimento

  • Feto

Classificação

Filo
Tracheophyta
Classe
Polypodiopsida
Ordem
Equisetales
Família
Equisetaceae
Gênero
Equisetum
Espécie
Equisetum arvense

Fontes

  1. GBIF Species names and classification
  2. iNaturalist Photos
  3. Wikidata Common names and conservation status
  4. Wikipedia Summary extract
  5. Encyclopedia of Life Habitat, diet and behavior traits