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Abies alba

Abies alba

Sem nome popular registrado

LCPouco preocupante
Uma silva-negra europeia (Abies alba) adulta, uma grande conífera sempre-verde com copa cónica estreita, ramos horizontais e agulhas achatadas verde-escurasFoto: via iNaturalist, licensed under CC0 1.0., CC0

Em resumo

Conhecido por
FlorestaMontanhaÁrvore
Classificação
Filo
Tracheophyta
Classe
Pinopsida
Ordem
Pinales
Família
Pinaceae
Gênero
Abies
Espécie
Abies alba

O maior exemplar já medido de Abies alba atingiu 60 metros de altura e um tronco com 3,8 metros de diâmetro, dimensões que colocam esta conífera entre as árvores mais imponentes das florestas europeias.

Trata-se de uma conífera sempre-verde nativa das montanhas da Europa, desde os Pirenéus e a Normandia, a norte, até aos Alpes, aos Cárpatos e a países como a Eslováquia, a Eslovénia, a Croácia, a Bósnia e Herzegovina, o Montenegro, a Sérvia, a Itália, a Bulgária, o Kosovo, a Albânia e o norte da Grécia. A União Internacional para a Conservação da Natureza classifica a espécie como "pouco preocupante", o que reflete a sua ampla distribuição atual.

Para além do seu porte monumental, é uma árvore com uma longa história ao lado das populações europeias, desde os tonéis de vinho romanos até às primeiras árvores de Natal decoradas.

Identificação e Aparência

O traço mais fiável para identificar Abies alba são as suas agulhas achatadas, com 1,8 a 3,0 cm de comprimento e cerca de 2 mm de largura, verde-escuras e brilhantes na face superior e marcadas por duas bandas esbranquiçadas de estomas na face inferior; a ponta de cada agulha costuma apresentar um ligeiro entalhe.

A árvore atinge normalmente 40 a 50 metros de altura, com troncos de até 1,5 metro de diâmetro, embora o exemplar mais alto já registado tenha chegado aos 60 metros. Os cones, eretos e cilíndricos, medem 9 a 17 cm de comprimento por 3 a 4 cm de largura, contêm entre 150 e 200 escamas, cada uma com uma bráctea saliente e duas sementes aladas, e desintegram-se por completo quando maduros para libertar as sementes. A madeira é branca, característica que deu origem ao epíteto alba.

Uma forma prática de distinguir esta espécie de outros abetos aparentados, como o abeto-búlgaro (Abies borisii-regis), o abeto-espanhol (Abies pinsapo) e o abeto-da-sicília (Abies nebrodensis), é observar a folhagem: em Abies alba as agulhas dispõem-se para os dois lados do ramo, deixando o próprio ramo bem visível quando observado de cima, ao contrário da folhagem mais densa dessas espécies próximas. Alguns botânicos consideram mesmo o abeto-búlgaro e o abeto-da-sicília como variedades do abeto-branco europeu.

Em floresta, forma frequentemente povoamentos junto de abeto-vermelho (Picea abies), pinheiro-silvestre (Pinus sylvestris) e faia europeia (Fagus sylvatica), um contexto útil para confirmar a identificação no terreno.

Distribuição e Habitat

Abies alba ocorre nas zonas montanhosas da Europa, entre os 300 e os 1.700 metros de altitude, embora seja mais comum acima dos 500 metros, em encostas onde a precipitação anual supera os 1.000 milímetros. A sua distribuição estende-se dos Pirenéus, a oeste, até aos Cárpatos, a leste, passando pelos Alpes e por cadeias montanhosas dos Balcãs e do sul da Itália.

Os registos mensais de observações mostram um padrão sazonal claro, com um pico acentuado em julho e valores elevados entre junho e agosto, seguidos de um declínio marcado no outono e inverno. Este padrão reflete sobretudo a maior atividade de observadores durante os meses de verão em zonas de montanha, e não a abundância real da espécie nem os limites completos da sua área de distribuição nativa.

Os valores mínimos registados em fevereiro e dezembro estão provavelmente ligados à menor frequência de visitas às florestas de montanha nessa época, mais do que a qualquer alteração na presença da árvore, que é perene e mantém a folhagem durante todo o ano.

Mapa dos registros de ocorrência de Abies alba
Onde foi registrado · GBIF
42.781
jan.fev.mar.abr.mai.jun.jul.ago.set.out.nov.dez.
Contagens mensais de ocorrências · GBIF

Ecologia e Relações

Abies alba é uma componente importante das florestas mistas de coníferas e folhosas em várias regiões montanhosas europeias, como as florestas calcárias dináricas dos Balcãs ocidentais e as florestas mistas dos Apeninos setentrionais, em Itália. Nestas últimas, prefere encostas voltadas a norte, com clima frio e húmido e precipitação anual superior a 1.500 milímetros.

Nos Alpes orientais italianos, cresce em associação com o abeto-vermelho, a faia e outras árvores de folha caduca, formando povoamentos mistos que sustentam uma comunidade florestal diversificada.

A espécie também serve de alimento a insetos especializados: as larvas da traça Cydia illutana alimentam-se das escamas dos cones, enquanto Cydia duplicana se alimenta da casca em torno de feridas e cancros no tronco.

Usos e Relação com as Pessoas

Ao longo da história, a madeira de Abies alba teve usos que atravessaram séculos: no tempo dos romanos era empregada na fabricação de tonéis para armazenar e transportar vinho e outras substâncias, tonéis que mais tarde eram muitas vezes reaproveitados como tábuas de escrita.

Da árvore extrai-se também um óleo essencial resinoso, usado em perfumes, produtos de banho e inalantes em aerossol, enquanto os ramos, incluindo agulhas, casca e madeira, eram tradicionalmente usados na produção de uma cerveja aromatizada com resina. Historicamente, foi a primeira espécie utilizada como árvore de Natal, papel que hoje é ocupado sobretudo pelo abeto-de-nordmann, de folhagem mais densa, e pela picea-comum, mais económica de cultivar; ainda assim, continua a ser produzida em plantações de árvores de Natal na sua área nativa e também no nordeste da América do Norte, da Nova Inglaterra às provínicas marítimas do Canadá, onde forma naturalmente uma copa cónica simétrica e é apreciada pela sua durabilidade após o corte.

A madeira, forte, leve, clara, de grão fino e fibra longa, é hoje usada principalmente na construção, em mobiliário, contraplacados, pasta de papel e fabrico de papel. Curiosamente, o mel-de-orvalho produzido por afídeos que se instalam na árvore é recolhido por abelhas e comercializado como "mel de abeto".

Curiosidades

  1. O exemplar mais alto de Abies alba já registado media 60 metros de altura, com um tronco de 3,8 metros de diâmetro, muito acima da média de 40 a 50 metros da espécie.
  2. O nome alba refere-se à cor branca da madeira, um traço distintivo desta conífera face a outras espécies de abeto.
  3. Os seus cones não caem inteiros como acontece noutras coníferas: desintegram-se escama a escama quando maduros, libertando cerca de 150 a 200 pares de sementes aladas.
  4. Foi a primeira espécie de árvore usada como árvore de Natal na Europa, antes de ser gradualmente substituída por outras coníferas mais económicas ou de folhagem mais densa.
  5. Os tonéis de madeira usados pelos romanos para transportar vinho eram frequentemente reciclados como tábuas de escrita.
  6. O "mel de abeto" vendido em algumas regiões europeias tem origem no mel-de-orvalho produzido por afídeos que vivem sobre esta árvore, recolhido pelas abelhas.

Status de conservação

  1. LC
  2. NT
  3. VU
  4. EN
  5. CR

Pouco preocupante

Ecologia

Habitat

  • Floresta
  • Montanha

Hábito de crescimento

  • Árvore

Fotos

15 fotos
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Uma silva-negra europeia (Abies alba) adulta, uma grande conífera sempre-verde com copa cónica estreita, ramos horizontais e agulhas achatadas verde-escurasFoto: via iNaturalist, licensed under CC0 1.0., CC0

FontesGBIFiNaturalistWikidataWikipedia