Com cerca de , a Acanthiza nana é um dos menores passeriformes do leste australiano. Ela é uma ave endêmica da costa leste da Austrália e pertence à família Acanthizidae. Antes era conhecida como acantiza-pequena.
A IUCN a classifica como pouco preocupante, mas a população vem diminuindo. Ela pode viver até , sobretudo em cativeiro, o que a torna uma ave de vida relativamente longa para o seu porte.
Vale conhecer a espécie pela forma como se adapta a áreas abertas e florestas secas, em um território que se estende por cerca de .
Identificação e Aparência
A característica mais útil para reconhecê-la é a cor amarela, mais intensa que nas espécies parecidas. A espécie é semelhante em tamanho e forma ao acantiza-estriada e à acantiza-marrom, mas a tonalidade amarela do peito se destaca.
Adultos medem cerca de 9 cm de comprimento e têm envergadura média de 14 cm. O peso fica entre 6 e 7 g. Machos e fêmeas são parecidos, sem diferença visível de plumagem.
O dorso é esverdeado. As cobertoras das asas são marrom-oliváceas, com as bordas das primárias mais claras que contrastam com a alula. A cauda é mais opaca que o restante do corpo e tem uma faixa subterminal marrom-escura quase preta.
Garganta e queixo são de tom bege-alaranjado pálido, que se funde ao amarelo-creme do peito. O bico e as pernas são pretos. A íris é marrom-escura, com um anel externo acinzentado, e o anel ocular é estreito e creme.
Juvenis se parecem com os adultos, mas têm plumagem mais macia e opaca. Recém-saídos do ninho, têm o interior do bico amarelo, o ventre mais discreto e a cabeça e o dorso mais marrons que oliváceos.
Distribuição e Habitat
A espécie ocorre sobretudo em regiões temperadas e semiáridas, com parte da área se estendendo à zona subtropical. Ela vive em matagais, florestas e moitas, e prefere vegetação dominada por casuarinas ou eucaliptos, especialmente em áreas mais secas.
Sua área vai do norte e do centro-oeste de Queensland até o sul, pela costa leste australiana, passando por grande parte de Nova Gales do Sul, por todo o estado de Victoria e pelo Território da Capital Australiana. Ela chega ainda ao canto sudeste da Austrália Meridional.
Os registros de observação se concentram mais em outubro, o que indica maior presença de aves nesse mês, embora esses dados reflitam apenas a presença observada e não a abundância.
Em áreas urbanas, a espécie aparece apenas em bairros mais antigos, onde ainda há vegetação nativa.

Comunicação
O canto característico é um chamado forte de duas notas, transcrito como 'tzid-id'. Ele é mais áspero e menos parecido com sons de insetos que o da acantiza-estriada, o que facilita a distinção entre as duas espécies.
O chamado é repetido em intervalos ao longo do dia. Ele serve para manter contato entre aves que forrageiam juntas.
O mesmo som também funciona como defesa e como anúncio territorial, marcando a área ocupada pelo casal ou pelo grupo.
Dieta e Nutrição
A dieta é composta principalmente por insetos. Ocasionalmente, a espécie também consome sementes.
Os insetos são obtidos de forma ativa. As aves se movem rapidamente pela folhagem externa e olham sob a casca das árvores à procura de presas. Também capturam insetos em pleno voo.
A espécie costuma se alimentar nos níveis superior e médio do dossel florestal. Em geral, forma pares ou pequenos grupos, mas pode se juntar a bandos de até 35 indivíduos e a bandos mistos com outras espécies.
Por se alimentar quase só de insetos, a espécie depende da disponibilidade de presas ao longo do ano.
Nidificação e Reprodução
A espécie costuma se reproduzir em pares isolados. Em algumas áreas, há indícios de reprodução cooperativa.
O ninho tem formato arredondado e coberto, com uma pequena entrada perto do topo. É feito de fibras de casca e capim entrelaçados com teia de aranha e fica na folhagem superior de arbustos e pequenas árvores.
A postura tem de dois a quatro ovos, depositados logo após a conclusão do ninho. A incubação dura de 16 a 17 dias.
Conservação e Ameaças
A IUCN classifica a espécie como pouco preocupante. Ainda assim, a população está em declínio.
A perda de vegetação nativa em áreas urbanas e industriais é uma das principais ameaças. Nessas áreas, a espécie desaparece quando a vegetação é removida e só persiste em bairros mais antigos.
Os incêndios também reduzem as populações. Após o fogo, só permanecem os indivíduos mais velhos. Os agrotóxicos, a alteração do uso da terra e as mudanças climáticas diminuem as populações de insetos, o que pode pressionar uma ave que depende quase só deles.
Em áreas agrícolas com colheitas regulares, a espécie não tem sido registrada.
Significado Cultural
Na ausência de um nome comum em português amplamente usado, a espécie é conhecida pelo seu nome científico, Acanthiza nana.
Curiosidades
- Machos e fêmeas têm aparência idêntica, o que torna difícil distingui-los em campo.
- Mesmo sendo pequena, a ave pode viver mais de uma década em cativeiro, chegando a 13,8 anos.
Fotos
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Ecologia e classificação
Classificação
- Filo
- Chordata
- Classe
- Aves
- Ordem
- Passeriformes
- Família
- Acanthizidae
- Gênero
- Acanthiza
- Espécie
- Acanthiza nana



