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Macroglossum stellatarum

Sem nome popular registrado

A Macroglossum stellatarum paira no ar e bebe néctar como um beija-flor, uma semelhança que é um exemplo de evolução convergente. Trata-se de uma mariposa-esfinge da família Sphingidae, encontrada em regiões temperadas da Eurásia.

A espécie chama a atenção pela forma como se alimenta. Enquanto voa, ela sustenta o corpo no ar e introduz a longa probóscide nas flores de tubo, de modo muito semelhante ao das aves que dão nome à sua aparência.

A espécie é uma boa porta de entrada para quem quer observar insetos polinizadores, porque se vê com facilidade durante o dia.

Identificação e Aparência

O traço mais útil para reconhecer a Macroglossum stellatarum é a probóscide muito longa, que mede entre 25 e 28 mm e fica estendida enquanto a mariposa se alimenta. É essa estrutura que permite recolher néctar de flores de tubo estreito sem pousar.

Em voo, a mariposa mantém-se parada diante da flor, algo raro entre as mariposas diurnas. Esse comportamento, aliado ao zumbido, faz com que seja facilmente confundida com um beija-flor.

Na América do Norte, as mariposas do género Hemaris, da mesma família, têm aparência e comportamento semelhantes, o que pode levar a confusões. Esses dois grupos não devem ser tratados como a mesma espécie.

Distribuição e Habitat

A espécie ocorre no norte do Velho Mundo, desde Portugal até ao Japão. Reproduz-se sobretudo em climas mais quentes, como o sul da Europa, o norte de África e regiões mais a leste.

Em Espanha, produz três gerações por ano. Na Grã-Bretanha e na Irlanda, a população tem vindo a expandir a sua área de distribuição e os números têm aumentado de forma consistente. Acredita-se que esta população esteja a tornar-se residente, em vez de migratória, porque temperaturas mais altas associadas às alterações climáticas permitem que os indivíduos passem o inverno.

A mariposa é um voador forte e dispersa-se amplamente no verão. No entanto, raramente sobrevive ao inverno em latitudes do norte, como a norte dos Alpes, na Europa, ou a norte do Cáucaso, na Rússia.

Pode ser observada com facilidade em jardins, parques, prados, arbustos e orlas de bosques, onde crescem as suas plantas preferidas, como madressilva e valeriana-vermelha. As lagartas alimentam-se sobretudo de plantas do género Rubia, enquanto outras espécies da família Rubiaceae, além de Centranthus, Stellaria e Epilobium, também são usadas. As observações concentram-se entre junho e setembro.

Mapa dos registros de ocorrência de Macroglossum stellatarum
Onde foi registrado · GBIF
94.356
jan.fev.mar.abr.mai.jun.jul.ago.set.out.nov.dez.
Contagens mensais de ocorrências · GBIF

Comportamento e Modo de Vida

Os adultos voam de dia, sobretudo com sol intenso, mas também ao amanhecer, ao entardecer e até sob chuva, o que é invulgar entre as mariposas-esfinge diurnas. A espécie mantém um voo pairado livre, que lhe dá mais capacidade de manobra e controlo do que o voo de asas fixas, embora o custo energético seja elevado.

No voo pairado, a mariposa depende dos órgãos de Johnston, estruturas sensoriais que fornecem informação sobre a posição do corpo, algo comum em insetos de grande porte.

A espécie prefere flores com corola longa e estreita, porque pode usar a probóscide sem competir com outros insetos. Flores de tubos mais compridos oferecem, em regra, uma recompensa maior de néctar. Os adultos voltam aos mesmos canteiros à mesma hora todos os dias.

Significado Cultural

A mariposa-esfinge tem sido vista como um sinal de sorte. Em particular, um enxame destas mariposas atravessou o Canal da Mancha no Dia D, o dia dos desembarques da Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial.

A família Sphingidae recebeu esse nome porque se acreditava que as lagartas de algumas espécies, incluindo outras mariposas do grupo, lembravam a Esfinge egípcia.

A banda norte-americana They Might Be Giants compôs a canção «Bee of the Bird of the Moth», cujo tema é esta mariposa.

Curiosidades

  1. Em muitos países europeus, as visitas de verão desta mariposa paira-dora levaram as pessoas a contar histórias sobre «beija-flores minúsculos» nos jardins.
  2. Um estudo de 1994, publicado no Journal of Comparative Physiology A, analisou como a espécie regula a distância a flores artificiais durante o voo pairado.

Fotos

Fotografias de via iNaturalist, licensed under CC0 1.0., by Cajá-manga via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by barba_stella via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Susan Murphy via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by selahelle via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Felix Früchtl via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Cenaida via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Анна via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Mason via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0. e by Samuel Lüthi via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., com os créditos em cada foto.

Ecologia e classificação

Dieta

  • Nectarívoro

Comportamento

  • Diurno
  • Migratório
  • Crepuscular

Classificação

Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Lepidoptera
Família
Sphingidae
Gênero
Macroglossum
Espécie
Macroglossum stellatarum

Fontes

  1. GBIF Species names and classification
  2. iNaturalist Photos
  3. Wikidata Common names and conservation status
  4. Wikipedia Summary extract