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Sympetrum sanguineum

Sem nome popular registrado

Pouco preocupante

As pernas completamente negras desta pequena libelinha são o detalhe que a separa de espécies quase idênticas, tornando-se a pista mais fiável para a sua identificação no campo.

Sympetrum sanguineum é uma espécie de libelinha da família Libellulidae, pertencente à ordem Odonata. Distribui-se por regiões temperadas da Europa, estendendo-se até à Sibéria e ao norte do Saara, sendo classificada como pouco preocupante quanto ao seu estado de conservação.

O que torna esta espécie particularmente interessante é a sua expansão territorial: em certas zonas, como o centro da Inglaterra, os seus números parecem estar a aumentar, e a espécie continua a alargar o seu limite norte de distribuição.

Identificação e Aparência

O traço mais útil para reconhecer esta espécie são as suas pernas totalmente negras, que a distinguem de espécies muito semelhantes como Sympetrum striolatum e Sympetrum vulgatum, ambas com riscas amarelas nas pernas.

O corpo mede entre span e atinge uma envergadura de asas de até span. Trata-se de uma libelinha menor do que a comum Sympetrum striolatum. As asas apresentam um pterostigma castanho e uma coloração alaranjada na base, enquanto duas manchas negras bem visíveis marcam os segmentos S8 e S9 do abdómen.

Os machos maduros exibem cabeça, tórax e abdómen de um vermelho vivo, com a frente da cabeça também vermelha e o tórax de tom castanho-avermelhado; esta coloração desenvolve-se progressivamente com a maturidade. As fêmeas são ligeiramente mais pequenas e apresentam um tom amarelo-dourado com marcações negras. O abdómen alarga-se no último terço do comprimento e mostra uma secção estreitada bem marcada na junção com o tórax.

Além das espécies de pernas amarelas já mencionadas, existe ainda Sympetrum depressiusculum, que também tem pernas totalmente negras, mas apresenta um abdómen visivelmente mais clavado e pterostigmas mais brilhantes.

Distribuição e Habitat

Esta espécie ocorre em regiões temperadas por toda a Europa, estendendo-se para leste até à Sibéria e para sul até ao norte do Saara. Está presente em dezenas de países, desde Portugal e Espanha até à Rússia, passando por grande parte da Europa Central e do Leste, bem como em países do Cáucaso e da Ásia Central, como o Cazaquistão e o Usbequistão.

O seu habitat preferido são corpos de água calmos, com vegetação semiaquática como juncos e caniços, onde encontra abrigo e condições adequadas à reprodução.

O estado de conservação da espécie é considerado seguro, havendo mesmo indícios de aumento populacional em certas localidades, como o centro da Inglaterra, e uma expansão para norte no limite setentrional da sua distribuição no nordeste da Inglaterra.

Os registos de observações mensais sugerem uma presença claramente concentrada nos meses de verão, com um pico acentuado entre junho e agosto, o que é consistente com o período de atividade adulta típico das libelinhas, embora estes dados reflitam apenas presença registada e não a abundância real da população.

Mapa dos registros de ocorrência de Sympetrum sanguineum
Onde foi registrado · GBIF
151.123
jan.fev.mar.abr.mai.jun.jul.ago.set.out.nov.dez.
Contagens mensais de ocorrências · GBIF

Caça e Dieta

Como predadora, a Sympetrum sanguineum captura as suas presas em voo ou a partir de poleiros junto à vegetação ribeirinha, tirando partido da proximidade com as águas calmas onde vive. Os registos de interações mostram que a sua dieta inclui sobretudo pequenos insetos voadores, como dípteros de várias famílias, entre os quais larvas e adultos de quironomídeos e outras moscas associadas a ambientes aquáticos.

Entre as presas identificadas encontram-se mosquitos-pólvora do género Limonia, tricópteros como Mystacides azureus e moscas-das-flores como Platycheirus manicatus, além de diversos representantes da família Chironomidae, como as espécies do género Ablabesmyia. Esta variedade sugere uma dieta generalista centrada em pequenos insetos abundantes junto a juncos e caniços, o habitat típico da espécie.

Curiosidades

  1. As pernas totalmente negras são, por si só, suficientes para distinguir esta espécie de duas outras muito parecidas que apresentam riscas amarelas nas pernas.
  2. O registo de ocorrências ao longo do ano mostra uma concentração muito acentuada entre junho e agosto, período em que a espécie é observada com muito mais frequência do que no resto do ano.
Pouco preocupante

Fotos

Fotografias de via iNaturalist, licensed under CC0 1.0., by Andrejus Gaidamavičius via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Константин Селивёрстов via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Ирина Хохрякова via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Kai Löhr via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Марина Садыкова via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Artem Abdukakharov via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Евгений Маринкин via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Oleg Kosterin via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Mattis via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0. e by Adam Górski via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., com os créditos em cada foto.

Ecologia e classificação

Comportamento

  • Predador

Dieta

  • Insetívoro

Classificação

Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Odonata
Família
Libellulidae
Gênero
Sympetrum
Espécie
Sympetrum sanguineum

Fontes

  1. GBIF Species names and classification
  2. iNaturalist Photos
  3. Wikidata Common names and conservation status
  4. Wikipedia Summary extract
  5. GloBI What it eats, what eats it, parasites and pollinators
  6. trophiCH