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Marreca-americana

Mareca americana

Pouco preocupante

A Mareca americana é o equivalente do Novo Mundo da marreca-eurasiática, uma espécie de marreca que se alimenta na superfície da água e também em terra firme.

A espécie pertence à família Anatidae e à ordem Anseriformes. Ela já foi classificada no gênero Anas, mas hoje fica no gênero Mareca, junto com as demais marrecas. Segundo a IUCN, seu estado de conservação é pouco preocupante. Sua área de ocorrência ultrapassa , o que a torna uma ave de grande alcance na América do Norte e no Caribe.

Vale conhecer a espécie pela forma como o macho e a fêmea se diferenciam, pela migração longa entre o norte e o sul do continente e pelos chamados ruidosos que ajudam a identificá-la no campo.

Identificação e Aparência

A marca mais útil para reconhecer o macho em plumagem reprodutiva é a máscara verde ao redor dos olhos, somada a uma faixa creme que vai da coroa até o bico. A barriga é branca e a cabeça parece arredondada, com pescoço curto e bico pequeno.

Trata-se de uma ave de tamanho médio, com 42 a 59 cm de comprimento e envergadura de 76 a 91 cm. O peso médio é de . Ela é maior que um marreco comum, mas menor que outras marrecas de superfície.

Em voo, o macho mostra uma grande mancha branca no ombro de cada asa, que pisca quando a ave faz curvas. Na plumagem de eclipse, fora da época de reprodução, o macho se parece com a fêmea.

A fêmea tem plumagem predominantemente cinza e parda, o que a torna bem mais discreta. Nos dois sexos, o bico é azul-claro com ponta preta, a barriga é branca e as pernas e os pés são cinzentos. A mancha da asa atrás do espelho é cinza.

A forma geral ajuda a separar a espécie da maioria das marrecas, com exceção da marreca-eurasiática. Esta última tem a cabeça mais escura e a parte de baixo da asa totalmente cinza.

Distribuição e Habitat

A espécie vive em zonas úmidas. Ela se reproduz em quase todo o Canadá e no Alasca, exceto no extremo norte, e também no interior oeste dos Estados Unidos, incluindo Idaho, Colorado, Dakotas e Minnesota, além do leste de Washington e Oregon. A maior parte da população se reproduz em áreas úmidas da floresta boreal e em deltas de rios subárticos do Canadá e do Alasca.

No inverno, a ave migra para o sul, ocupando a metade sul dos Estados Unidos, a região do Atlântico médio, a América Central, o Caribe e o noroeste da América do Sul. Na rota do Pacífico ela é a mais numerosa, com destaque para o Vale Central da Califórnia e o Puget Sound, em Washington. Mais a leste, o Panhandle do Texas, a costa do Golfo no Texas e na Louisiana e o Caribe também recebem grandes números de aves no inverno.

Na Europa, a espécie é um visitante raro, mas regular, do oeste. Na Grã-Bretanha e na Irlanda, ela é observada em número significativo desde pelo menos 1958, sobretudo no outono e no inverno.

A presença da espécie tende a ser maior entre março e abril e entre outubro e dezembro, e menor em julho.

Mapa dos registros de ocorrência de Mareca americana
Onde foi registrado · GBIF
516.135
jan.fev.mar.abr.mai.jun.jul.ago.set.out.nov.dez.
Contagens mensais de ocorrências · GBIF

Comportamento e Modo de Vida

Essa marreca prefere áreas abertas de água doce, como campos úmidos e pântanos com alguma vegetação alta. Ela se alimenta principalmente de vegetais, puxando o alimento da superfície ou pastando. Em terra firme, come grãos perdidos em lavouras colhidas e pasta gramíneas, trigo de inverno, trevo e alface.

Fora da época de reprodução, a espécie forma grandes bandos. Na água, costuma se reunir com galinhas-d'água e mergulhões, e aproveita a vegetação que esses mergulhadores trazem à superfície. Por isso, recebe o apelido de ladra de comida.

A migração acontece no outono, bem antes de os pântanos do norte congelarem. Essa saída antecipada permite que a ave encontre alimento disponível durante todo o inverno ao sul.

Nidificação e Reprodução

A época de reprodução começa em abril e maio. O ninho é uma depressão no chão seco, muitas vezes afastada da água, forrada com capim e penugem e escondida na vegetação.

A postura tem 7 a 9 ovos de cor creme, com tamanho médio de 52,9 mm × 37,5 mm e cerca de 43 g cada. A fêmea sozinha choca os ovos durante 23 a 25 dias, e o macho costuma abandonar a parceira antes do fim da incubação.

Os filhotes são precoces. Eles deixam o ninho em até 24 horas após a eclosão e já conseguem se alimentar sozinhos. Por volta dos 47 dias de idade, passam a voar.

Curiosidades

  1. O nome do gênero Mareca vem do português brasileiro 'marréco', termo usado para um pequeno pato, e o epíteto americana faz referência à América.
  2. Por ser a contraparte do Novo Mundo da marreca-eurasiática, a espécie se distingue da outra principalmente pela cabeça e pela parte de baixo da asa.
Pouco preocupante

Fotos

Fotografias de via iNaturalist, licensed under CC0 1.0., by Lauren McLaurin via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by allan5519 via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Liam Steele via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Jay Brasher via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Eric Austin via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Robyn Perkins via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Kalvin Chan via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by Benoit Renaud via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., by addiewillow via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0. e by fallriver22 via iNaturalist, licensed under CC BY 4.0., com os créditos em cada foto.

Ecologia e classificação

Comportamento

  • Social
  • Migratório

Dieta

  • Herbívoro

Classificação

Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Anseriformes
Família
Anatidae
Gênero
Mareca
Espécie
Mareca americana

Fontes

  1. GBIF Species names and classification
  2. iNaturalist Photos
  3. Wikidata Common names and conservation status
  4. Wikipedia Summary extract
  5. AnAge Longevity
  6. AVONET Bird mass, habitat, migration, diet and range size
  7. GloBI What it eats, what eats it, parasites and pollinators
  8. Wardeh et al. 2015 (EID2)
  9. HWML Parasite Collection