Conhecida também como broodboom (árvore-do-pão) ou uJobane em zulu, Encephalartos altensteinii é uma cica robusta e de aspecto semelhante ao de uma palmeira, endêmica exclusivamente da África do Sul.
Pertencente à família Zamiaceae, dentro da ordem Cycadales, a espécie está classificada como Vulnerável pela IUCN. As principais ameaças são a destruição do seu habitat natural, a coleta para uso em medicina tradicional e a remoção ilegal de plantas por colecionadores. Apesar dessas pressões, é uma das cicas mais cultivadas e estudadas do mundo, o que a torna uma referência importante para a conservação do grupo.
Identificação e Aparência
O traço mais útil para identificar Encephalartos altensteinii é a ausência de espinhos na base das folhas, uma característica que a distingue de Encephalartos natalensis, espécie semelhante.
Esta cica pode atingir até sete metros de altura e apresenta um tronco que pode ser ramificado ou único. As folhas, retas ou curvadas para trás, chegam a três metros de comprimento. Os folíolos são rígidos e relativamente largos, com uma ou ambas as margens serrilhadas.
A planta produz normalmente entre duas e cinco cones de coloração amarelo-esverdeada, com até 50 centímetros de comprimento; as escamas das cones femininas são cobertas por protuberâncias. As sementes, de cor escarlate, medem até quatro centímetros.
Os cones desta espécie são tóxicos para os humanos, o que deve ser levado em conta em qualquer contato direto com a planta.
Distribuição e Habitat
Encephalartos altensteinii é amplamente distribuída nas províncias do Cabo Oriental e do sudoeste de KwaZulu-Natal, na África do Sul. A espécie favorece locais próximos ao litoral, incluindo matagal aberto, encostas rochosas e escarpadas, florestas perenifólias em vales e margens de rios. Também ocorre no interior, em altitudes mais elevadas, em populações isoladas nas Montanhas Amatola.
Exemplares cultivados desta cica alcançaram idades notáveis: o espécime mantido na Palm House do Royal Botanic Gardens, em Kew, no Reino Unido, é considerado a planta mais antiga cultivada em vaso no mundo, tendo chegado ali em 1775. Outro indivíduo, na estufa de Lednice, na República Tcheca, tem uma idade estimada entre 300 e 600 anos.
Registros de observação ao longo do ano mostram contagens mensais que variam de 10 a 36, com um pico em novembro e uma queda notável em setembro. Esses números representam apenas registros de presença da espécie, não medidas de abundância populacional ou do alcance completo de sua distribuição natural.

Usos e Relação com as Pessoas
O uso mais significativo de Encephalartos altensteinii pelas comunidades sul-africanas está ligado à medicina tradicional, prática que figura entre os principais fatores que colocaram a espécie em risco de extinção.
Além do uso medicinal, a planta é bastante procurada por colecionadores devido à sua aparência ornamental de palmeira, o que tem levado à remoção ilegal de exemplares diretamente do seu habitat natural — uma pressão adicional sobre as populações silvestres já reduzidas pela destruição de habitat.
Curiosidades
- A espécie é conhecida por vários nomes populares na África do Sul, incluindo broodboom (árvore-do-pão), breadtree e uJobane em zulu.
- Pertence à ordem Cycadales, um dos grupos de plantas com semente mais antigos ainda existentes no planeta.
- É amplamente cultivada em jardins botânicos e coleções particulares ao redor do mundo, valorizada por seu porte majestoso semelhante ao de uma palmeira.
Status de conservação
- LC
- NT
- VU
- EN
- CR
Vulnerável
Ecologia
Habitat
- Costeira
- Floresta
- Matagal
- Montanha
Hábito de crescimento
- Árvore



